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(Selfie com Antônio Barreto) Da esq. para a Dir.: Italo Cassimiro; Antonio Barreto; Adrieli Sandra; Antônio Afonso

AEM-UFMG (PÓS-PORTUGAL: Ô PÁS, TAMOS EM PAZ)
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Ó pás, dor na lombar e nos quartos, na bacia das almas e nos ralógios das hoiras. Nas saloiras, nas saíd’horas, erupções inesperadas nos autoclismas da retrete. Células e celulares que não funcionam em terras baixas. E/Ou ainda: com o zumbizaire nos zouvidos. Sobe-se ás Altas Terras, mas lá só há o Fogo do Inferno. Ou: como me disse um gajo novo amigo poeta: “É o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente Gilberto Gil!”
Nomais: aeroplanos tão ajatos pós-aeródromo de Confins dos Judas. Chego. Me topo então com a agenda inadiável, direto e reto, o compromisso de que há meses vinha adiando-adiando, ó pás, adiando e não sei… Ploft! Até hoje o porquê o NÃO que não fiz – diria Rosa.
Ir na UFMG!
Caramba… Vou! E fui!
Antes de chegar em casa, propriamente dito. Passo por lá: é caminho. Liguei: dois tels (é incrível como o cel funciona no Brasil, tá?). Depois falo sobre isso. Não reclamem, por ora. Ou hora, rsss!
Mas fui!
Quase morrendo de cansaço. Ligo. Religo. Ela, a moça de voz linda-tenor-pra-soprano-meio-tendendo-a-meio-grave atende.
E me recebe. Chama-se Adrieli Sandra. Imponente. Linda. Inteligente. Autêntica. Tudo nela exala inteligência, perspicácia, acuidade e autenticidade. Ela é que nem ela mesma, só. Raras pessoas são assim. E me diz:
“Oi!”. Pronto.
Eu digo também oi. Que nem ela.
Aí morri. Morris (eu e meus eus recônditos) dinovo. Claro, os eus dos meus comigos que nem sempre conseguem ficar consigos. E que ainda não “consego” (Óoooo, já avisei aos Reis de Avis e propedeutas: acho a palavra “consego” melhor que a palavra “consigo”, tá?) encontrar-se, pois, pós-tal-desfusamento de horários… é phoda!
Não. Não é o mesmo horário dos apertos de coração ao subir, por ali, a escada. E eu nem vi que havia percebido por externo a plataforma elevadora, conforme estava acostumado em terras de Cascais e serras dos Aires Malvos, horas antes…
Meudeus: tou ficando velho mesmo!
Eis que topo-retopo, no entanto, com a triunfal entrada desse maravilhoso templo onde alhures reinei: a Biblioteca Central da UFMG, bem ao lado da Reitoria.
E é ali que mora o perigo: o famoso AEM (ACERVO DOS ESCRITORES MINEIROS) da UFMG! Local que eu não recomendaria nem ao mais fanático dos fanáticos leitores dos Paulocoelhos da vida (só pra rimar)… porque ali só tem FERA!!! E fera, vocês sabem, hora nenhuma diz ou escreve que estava tudo escrito nas estrelas; ou que “o destino conspira a seu favor”… algassim.
Bão! Mas, eis que a vida pós-voo veio vindo. Agorinha a pouco da tarde. E lá estava eu no AEM me esperando o grande/famoso professor/pesquisador/critico/escritor Leandro Garcia (diretor do Acervo: e que eu queria conhecer há muito e muito tempo! E que grande papo!).
Gente: ficamos amigos na hora!
E claro: lá estava ELA: a maravilhinda Adrieli Sandra (Bibliotecária: a organizadora de mim, dos meus troços e destroços que por ali já pestanejam, ora aqui, ora ali… e ela vai me pesquisando, me separando e me juntando com tudo que já fiz e não sabia). E ela tem uma paciência enorme comigo. Me escreve, me lembra, me alerta, me bota pra jambrar!
E me diz assim: “Ooooooiiiii!”.
E esse talvez seja o OI mais substantivo que já ouvi, porque ele é alongaaaaaado nas semínimas e diminuuuuuto nas colcheias e semibreves, ou, no stacatto! Adrieli Sandra: você é uma contralto!
Sigamos? Posso, Adri? Acho que sim, bem…
Pois sim: lá vem o professor Ítalo Cassimiro (que me disse, em off: também gosta de jogar uma bolinha de futebol, dar umas caneladas no bigode alheio, bem se diga, da barriga pra cima – e até fiquei de arrumar um teste pra ele no glorioso América Futebol Clube, onde ainda tenho umas amizades: desde os tempos em que lá quebraram meu joelho esquerdo, bem se ouça; e fui reserva do Éder Bomba, rssss!).
Bão: mazeissssque… chega então o xará; o Antônio Affonso! Claro. Quiz contar que tava acabando de chegar de suas terras, mas não houve tempo. Me desceram, com meus livros e bagulhos pelas escadas do terceiro andar da Biblioteca. Nos irmanamos naquele peso: cada um carregando uma caixa de papelão enorme, e todos nós sabendo que aquele era o tal peso da Literatura. Todos nós: sabendo que, sem LITERATURA, esse país não continuará. Ou continuará no LIMBO! – como dizia minha professora Eneida de Souza: que idealizou esse projeto lá pelos anos 70/80. (E eu agora, com o maior orgulho, faço parte dele).
Abeijos!
Cheguei!
Barretoviski

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Da esq. para a Dir. Antônio Barreto; Adrieli Sandra; Antônio Afonso.

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