| Vinícius Calango Malungo |

Olhei nos olhos grandes Dilatado pelo amor lúcido, selvagem e sutil. Olhar visando o virtuoso ciclo Nada reciclável, Lapidável. Lunático latino lirico enlameado de desejo Louco, localizado na intensidade. O mais novo ser do mundo O mundo mais novo do ser Mundinho pequeno para o viver mundano Instigante inconstante insano solidificado na razão, na questão … Continue lendo | Vinícius Calango Malungo |

| Carlos Fernandes | A Pele Que Habito

A PELE QUE HABITO A pele que habito, tu habitas Nós habitamos É a pele do sofrimento, do amor É a pele da cor negra, parda, branca É a pele de um só gênero, de vários gêneros, da solidariedade. A pele que habito, tu habitas nós habitamos É a pele do pobre, do rico, do … Continue lendo | Carlos Fernandes | A Pele Que Habito

| Leandro Garcia | A Resistência da Estética

A Resistência da Estética Resistiremos pela Estética e pelo dizer complexo e plural da arte. Não nos engajemos, não entremos em fileiras e trincheiras de ideias mil. Resistamos pela Estética, pela voz estranha e presente de um artista. Não nos filiemos a partidos, pois a política se faz surda e insensível ao dizer do artista. … Continue lendo | Leandro Garcia | A Resistência da Estética

|Italo Cassimiro| Ditados Subversivos Populares

DITADOS SUBVERSIVOS POPULARES Se eu cuspo no prato que comi É para os males expelir Tenho boca para vaiar Roma Em voz pagã Outro idioma Quem não deve, medita Quem teme, vacila Os últimos darão meia volta Porque é falta se não vai na bola O que se consegue pelo mérito Não é nada além … Continue lendo |Italo Cassimiro| Ditados Subversivos Populares

| Matheus José Mineiro |

um parágrafo da Clarice sucumbe o sismógrafo o lilás o nervo também sobrevivemos dentro daquilo que sucumbe que cotidianamente estremece chacoalha tentando pelo menos sentir novamente a sensação de possuir uma alma no meio dessa catástrofe dessa dose perversa de analgésico fêmur lesionado topografia do instável neurônio fervido na mesma temperatura do porão de um … Continue lendo | Matheus José Mineiro |

| Leandro Garcia | O não-dizer de um poema

O não-dizer de um poema | por Leandro Garcia   Este poema não será compreendido. Estes versos que se inscrevem e escrevem certos vazios existenciais,                      gráficos,                      sintomáticos estes versos que (ins)escrevo. Salta o verso um sintagma saltitante e polichinelo que busca o infinito,                      o fim da linha,                     a entrelinha. Surge a … Continue lendo | Leandro Garcia | O não-dizer de um poema